O céu humano
Published 12 dezembro 2009 by Diogo Silva inPassam os carros, erguem-se os prédios, é esta a minha paisagem, e eu nela não me vejo, estou algures entre a negrura muda da multidão. Tão pequeno me sinto, que me faz querer gritar: ressoar a minha voz contra o que se move e contra as paredes, contra o cimento sem cor e o céu cinzento. Quero elevar o meu ser aos céus! “Olhem para mim, o que sinto é mais forte do que toda esta banalidade das coisas, não deveria de pertencer aqui.” Depois apercebo-me novamente no real. Muito pequenino, atravesso a cidade, desaparecido na multidão, e é assim que as coisas são. Pois ninguém quereria olhar para mim. Por detrás de cada um dos rostos mudos carrega-se uma vida com todo o peso de ter sido vivida. Se desse peso fossem descarregadas algumas lágrimas, não o seria em público certamente: que as nuvens se encarregassem disso por nós. E começa a chover na cidade. Um silêncio de água a escorrer pelas paredes, contra o chão e contra as coisas que se movem, abafando quaisquer ruídos. À chuva se pode chorar à vontade, água com água ninguém diferencia, estaríamos a chorar com o céu inteiro uma coisa que é do tamanho do céu, e no entanto resume-se à pequenez das nossas lágrimas.
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A importância do votoHá 16 anos
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Espectacular!
Se não conseguimos conter os nossos sentimentos, há k os esconder por metodos de camuflagem, não existe predador para ter k o fazer, mas é assim k nos sentimos mais a vontade.
À toda dimensão das nossas lagrimas cai um infinito peso dos nossos sentimentos!
Desclupa se tornei confuso o k escreví..., mas o teu texto deixou me inspirada para deixar isto desta forma...xD
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Eu percebi perfeitamente. =)
Sim, senti-mo-nos mais à vontade chorar sozinhos do que enquanto andamos pela "cidade" (se bem que diria que não seria a única maneira confortável de o fazer: com um bom amigo, o choro funcionaria como um excelente desabafo, principalmente se esse amigo encarasse a situação com maturidade e sensibilidade em vez do que se sentindo pouco à vontade connosco), mas no dia-a-dia banal? Enquanto andamos de um lado para o outro, enquanto estamos num sítio público, etc? Não só não nos sentimos confortáveis com o facto de não podermos estar à vontade para chorar, pensar, etc; como começamos a ver esse tipo de coisas banais com um desinteresse enorme, e vemos a nossa vida a acabar por se resumir a essa banalidade, sem interesse nenhum, sem o essencial que nos faz feliz e que procuramos (recuperar). Aí, às vezes, só nos apetece ficar maiores do que essa situação toda, talvez para nos motivarmos ou ganharmos alguma confiança, e em certos casos, querer dar na vista, daí a tal expressão do texto "olhem para mim". Mas no fim, estamos conscientes que isso não vai acontecer, estamos "presos" num dia-a-dia banal que não nos interessa sem o essencial, e enfim, somos pequenos à conta disso tudo, mesmo sentindo algo tão forte e tão grande ("do tamanho do céu").
gostei do que li, deitaste ca para fora o que sentes e como te ves em redor de tudo, sentes te pequeno mas tu ja es pequenino =D tou a brincar contigo =)
gosteiii =)
mas olha la eu nao te quero a chorar olha que isto hammm xD lagrimas de crocodilo para que?? :D
sorri melhor esconde uma lagrima num sorriso pronto =(
as vezes sorrimos mas nao quer dizer que tejamos bem por dentro,
sabes que podes chorar no meu ombrooo amigooo ou no esquerdo ou no direito xD mas ve la nao e para assoar o ranho xD ( hehe ) inspiraxao diogoooo muitaaa inspiraçaoooo meu querido amigoooo lindoooo
vim aquiiii ve la se depois me vais comentar mas assim com inspiraçao mas VE LA a tua inspiraçao xD haha va que depois eu dou te um beijinho na testaaaa xD e sinal de respeito :C nao venhas reclamar xD haha
sabes e que eu sou maior que tuuuuuuuuuuuuuuuu e tenho que te dar um beijinho na testa pk es PEQUENO hahaha ( olha kem fala xD )
sbs sbs tas akiiii <3 guardadinho xD
so tu me aturas xD as nossas piadas, conversas de formigas epa tudo xD
haha
muahhhh te adoro my friend :D