A entoação do silêncio

Bela jovem pálida,
Os teus lábios mantêm-se cerrados numa cor murcha.

Mas do silêncio da tua palavra desabrochou uma flor. Várias pétalas que se abriram para todos os lados, procurando nesse vácuo respirar algum tom de cor.

Pouco mais são os seus vermelhos e azuis vagos traços enevoados… pouco mais são do que uma mancha no vazio onde se viram nascer atordoados… no teu vestido, onde se espelha a negrura - túmulo em que se cala a pele, e jazes tu como morta, mesmo respirando ainda.
De onde surgiu a flor então? De uma luz proferida: da sua entoação. Palavra colorida, antes de abandonada à ressonância do silêncio e deixada esquecida.
(Rendida a palavra a esse novo silêncio, e prepara-se já a flor para murchar, ainda agora nascida.)

Bela jovem pálida,
Cruzam-se as tuas mãos: um constrangimento de quem já há muito não respira a liberdade do ar livre, da luz fresca, da vida entoada. Na escuridão deixaste-te perder, esqueceste-te. Acorda, para relembrares como realmente és. Acorda os teus lábios e volta a proferir luz.


4 comentário/s:

  1. fiwipa

    acorda os labios xD
    gosteii xD
    bem o texto em si esta bom xD
    fiquei um cadinho a toa com este testo xD


    bjnhooo

     
  2. fiwipa

    pronto depois de me explicares ja compreeendi xDDDDDD
    sabes e que a uma hora destas e complicado racicionar bem xD



    esta bonito sim :D

     
  3. Diogo Silva

    Reescrevi o texto, como já planeava fazer desde que o terminara.

     
  4. fiwipa

    "Acorda, para relembrares como realmente és"


    gostei desta frase em geral :D

     

Enviar um comentário