A entoação do silêncio
Published 09 novembro 2009 by Diogo Silva in Pedidos, Recomeços, SilêncioBela jovem pálida,
Os teus lábios mantêm-se cerrados numa cor murcha.
Mas do silêncio da tua palavra desabrochou uma flor. Várias pétalas que se abriram para todos os lados, procurando nesse vácuo respirar algum tom de cor.
Pouco mais são os seus vermelhos e azuis vagos traços enevoados… pouco mais são do que uma mancha no vazio onde se viram nascer atordoados… no teu vestido, onde se espelha a negrura - túmulo em que se cala a pele, e jazes tu como morta, mesmo respirando ainda.
De onde surgiu a flor então? De uma luz proferida: da sua entoação. Palavra colorida, antes de abandonada à ressonância do silêncio e deixada esquecida.
(Rendida a palavra a esse novo silêncio, e prepara-se já a flor para murchar, ainda agora nascida.)
Bela jovem pálida,
Cruzam-se as tuas mãos: um constrangimento de quem já há muito não respira a liberdade do ar livre, da luz fresca, da vida entoada. Na escuridão deixaste-te perder, esqueceste-te. Acorda, para relembrares como realmente és. Acorda os teus lábios e volta a proferir luz.

acorda os labios xD
gosteii xD
bem o texto em si esta bom xD
fiquei um cadinho a toa com este testo xD
bjnhooo
pronto depois de me explicares ja compreeendi xDDDDDD
sabes e que a uma hora destas e complicado racicionar bem xD
esta bonito sim :D
Reescrevi o texto, como já planeava fazer desde que o terminara.
"Acorda, para relembrares como realmente és"
gostei desta frase em geral :D