Tanto tempo, mas foi preciso naquele dia uma pequena conversa para me aperceber bem da tua voz. Naturalmente, se dou importância a estas coisas, acho-a bonita: e dou-te importância. Não paro de olhar para ti. Vês? Eu sei que já reparaste. Não paro de olhar para ti. Porque estás sempre com aquele sorriso? Pões-me sorridente também. Queixo-me destas coisas, e a culpa é tua! Tanto tempo, e não acredito que estamos na mesma. Não paro de olhar para ti…
Acabei por sonhar contigo. Uma e outra vez, e depois mais ainda. Na realidade, penso em ti. Nos sonhos, estou contigo ou penso em ti. Os sonhos são uma coisa fantástica (uma fantasia): neles temos tempo para estarmos um com o outro, interagirmos, conhecermo-nos; e não parece existir mais ninguém (que nos interrompa). Os sonhos são uma coisa fantástica, mostram-me o que realmente quero. Não ma dão, no entanto, e quando a ilusão desvanece ao toque do despertador (quando o despertador arranca-a de nós, atira ao estado da nossa alma a verdade das coisas), quando acordo e apercebo-me: hoje é dia de escola; e depois penso: hoje vou vê-la; “hoje” torna-se mais fácil de aceitar: de bom agrado acordo para a realidade, e recordo-me, ainda meio no mundo do irreal, ainda quando réstias do meu último sonho permanecem na minha mente, que ela é real, que este sentimento que sinto graças a ela é real. A realidade afectou-me os sonhos e hoje é mais um dia, minha princesa. Amoleço-me nestas coisas, e a culpa é tua! Acabei por sonhar contigo mais vezes.
Apercebendo-me da tua voz - de como ela realmente é - desfigurou a imagem que tinha de ti. É o que dá olhar-te, pensar-te, por tanto tempo, sem que nada quase aconteça. É o que dá não te conhecer bem, e gradualmente, muito lentamente, quase estaticamente, ver esta situação mudar. Naquele dia foi a tua voz que mais me marcou. E mudar, mudou a minha percepção de ti. Reparei um pouco mais na pessoa que escondes por detrás da tua timidez. Oh porque és tu tão tímida? Porque sou eu tímido? (Mas eu gosto de ser tímido. E tu, gostas?) Apercebendo-me da tua voz, pergunto-me o que achas da minha (que não creio que seja alguma coisa de especial, mas será especial a tua, ou é apenas especial a maneira como me toca? O que torna as coisas especiais?) É linda, e tu és linda, ou é apenas tudo o que a tua imagem representa que me fascina? Como se define beleza?
Meu amor (eu amo-te), minha princesa (em todas as definições que encontro para o conceito de bela), minha rapariga dos sonhos (e nos sonhos), meu lírio da inspiração (puseste-me a escrever isto, e não só. E eu tenho estado a gostar), estou a ver-te, não paro de olhar para ti. Vês? A culpa é tua.

Se estranhei o teu registo anterior... o que dizer então deste?
:)
Maior dedicatória é impossivel... (só se escrevesses o nome dela a negrito no título... mas é claro, isso tirava a piada toda... e a timidez também XD)...
Agora mais como crítico: Gostei. É leve, não fosse o texto escrito no 'parâmpo, ai, no parâmetro dos sonhos...
Agora, que é um estilo completamente diferente, disso não te livras xD. Mas não deixa de ser um excelente estilo.
Por um lado gostava de ter uma musa dessas para escrever coisas assim estranhíssimas... mas por outro lado... Medo! xD
Fora de brincadeiras, só espero que 'ela' aprecie pelo menos tanto como nós (aqueles que vamos comentar este post) gostamos. :P
Fica bem ;)
sem palavras tu cngues transmitir tudo po papel ..
apaixonadiximo xDD
ao menos ela reparou :p e que veja o que eu vi neste texto :)
bjnho grande <3
Grande, enfadonho e algo superficial, este texto não possui qualquer conteudo e qualidade gramática.
P.S: E um tanto amaricado mesmo para uma confissão amorosa (ou tentativa da mesma).
Não é nenhuma confissão, apenas um desabafo para o papel (ou neste caso, para este blogue xD).
Nunca seria capaz de o usar para me confessar seja a quem for, e quando o mostro (a todos que mostrei ao vivo, ou a todos os que frequentam este blogue), é principalmente para pedir por opiniões (e, bem, desabafar, por isso porque faria eu algo demasiado romanesco, exagerado, melodramático, enfim: superficial?)
Tendo sido perfeitamente honesto, não o torna "superficial", creio eu.
Talvez esteja um pouco "romantizado", sim, mas lá foi a minha maneira de exprimir o que tenho sentido.
No entanto, tenho que admitir: "superficial" só por si é um termo um pouco vago para ter a certeza do que exactamente queres dizer, Ana Sofia. ;)
Na verdade, embora aprecie sempre críticas negativas (de modo a poder aprender alguma coisa e melhorar a minha escrita), o teu comentário, Ana, pouco mais consiste em apontar problemas, sem nunca aprofundares a tua opinião.
Em outras palavras, eu, infelizmente, não consigo obter nada dele porque, sendo sincero, deste uma opinião sem substância que a justifique, ou seja, "o teu comentário não possui qualquer conteúdo"... ;)
Mesmo assim, obrigada por o teres lido!